terça-feira, 29 de novembro de 2011

While I Was Crying On Her Feets

Indiferença indulgente
Alegria inconstante
Santo mártir insano
Dê um alívio ao meu pranto

Mostre-me uma resposta
Um caminho para me tirar do escuro
Não precisa ser a melhor forma
Só me diga o que faço para saltar esse muro

domingo, 27 de novembro de 2011

Deixe Estar

Escrever para aguentar
Escrever para esquecer
Escrever para redimir

Não esqueça que tenho pouco tempo
Espero que entenda a situação
Gostaria de aproveitar o momento
Para te cantar uma canção

Sobre o mundo flagelado
Degradado e estigmatizado
Meu mundo cinzento
O mundo dos que estão quebrados

A luz é cruel
Devemos nos afastar das velas
O fim do túnel é um mito
Uma armadilha

Não dá pra confiar...
Sinto muito por te contrariar
Caminho sozinho na avenida dos sonhos partidos
Tem sido assim desde cedo

Os bastardos não escolhem a quem amar
Não há amor nos rejeitados
Apenas o ódio a consumar
O rio continua a desaguar

O que fazer de baixo da chuva?
Sofrer é claro
Observar, não participar

Agora já me vou
Espero que o sol volte a raiar
Banhando sua vida
Enquanto aquele que um dia te amou continua a vagar

Crown

Queimando com a vontade
De estar aqui e agora
Criando o mundo com habilidade
Para um dia não ser sozinho

Engolir o orgulho
Afogar as mágoas
De sentar em um trono vazio
E assistir o nada

Aos poucos faço acontecer
Sinto que se me esforçar demais não verei o amanhecer
Rogo que um dia a estrada se abra
E os calos não doam mais

Mas por hora a coroa pesa
E o tempo passa, envelheço
Sem deixar a lástima
Por fim adormeço

Deixo meu trono
Procuro um colo vazio
Amor materno
Em meio a esse anoitecer sombrio

Mas a verdade é que eu quero companhia
Para passar meu dia
Vendo o entardecer
O fim do mundo não é nada, quando se teme o enlouquecer

Fool

Porque só um bobo pode gostar de você
Só um bobo não para de te ver
Só um bobo não consegue te esquecer
Só um bobo passaria tanto tempo pensando em você

sábado, 26 de novembro de 2011

Bússula

Faz tanto tempo que eu não sou eu mesmo que até me esqueci de como é
Viver segundo as regras alheias e me perder nas dobras gordurosas
Ser o que quer que seja, viver de cabeça baixa
É assim que tem que ser
Faz tanto tempo que me perdi de mim mesmo
Será que eu ainda estou bem?
Não da pra voltar pra te encontrar, ache a saída sozinho.

domingo, 20 de novembro de 2011

Solidão é o restante
A emoção lancinante
Que perpetua no meu semblante

E novamente o vazio

O mundo dá voltas
O tempo passa
O passado ronda
E a vida continua essa desgraça

Gasto meu tempo
Largo minhas horas
Procurando com o pensamento
O por quê dessa demora

Perdi a carona
Agora a noite vem
Preta como lona
Nada a detêm

Fico aqui no escuro
Um vaso vazio
Sem o mínimo brio
Esperando o cinza me enxer

Repito meus erros
Exatamente iguais
Caio em desespero
Por que voltei atrás?

Tá vendo aquele rio?
Eu chorei pra ela nadar
Perpetua o mesmo frio
No brilho do meu olhar

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Brincadeiras: (Vida,dor,amor)

Viva a vida
Sinta a dor
Não há outra saída
Quando se tem um amor

Viva o amor
Dor descomedida
Que gera cor
Para esta cinzenta vida

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Coisas inexplicáveis...

-Vem cá, tenho uma coisa pra te contar. É difícil dar o braço a torcer, porque esperar e esperar e esperar corrói. Talvez eu devesse ganhar o recorde de complicar as coisas simples.
...
-Desculpa, é que eu não consigo ficar quieto, devia ter vindo com manual de instrução. Mas acabaria que só me deixaria envergonhado, ver seu nome em letras garafais vermelhas, avisando que longe de você há mal funcionamento.
...
-Sobre o que eu queria te contar? Deixa pra lá, outro dia eu te falo.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Beija a porra da minha sola

Beija a porra da minha sola
Anda logo, não fode
Beija a porra da minha bota

Se voce acha que eu não dei bola
Que sua cagada foi pequena, se enganou
Eu confiei em você
Agora vou ter q te pegar e te mostrar que não me enrola

Vê se

Beija a porra da minha sola
Implora meu perdão
Fala que você é meu irmão

É claro que eu não vou dar bola
Porque eu vou fazer você
Beijar a porra da minha sola

sábado, 5 de novembro de 2011

Rumo ao Desconhecido

Para longe vou, mas não me esquecerei
Dos abraços, sorrisos incontáveis
De nossos passos ressoando em uníssono
Dos risos leves, alegria inebriante
Da felicidade de pertencer, me sentir amado
De ter alguém ao meu lado a me apoiar

Para longe vou, por isso não esqueçam
Que em pensamento fico,
Nos inúmeros risos,
E em sentimento permanesço,
Amarrado voluntário ao momento infinito,
No brilho de vosso olhar.
"Dedico esses versos àqueles com quem trilho meu caminho árduo,
Estarei sempre ligado a vocês por laços inquebráveis, meus amigos."

-Stevan Micael de Oliveira (05/11/11).

Light

Sonhos são fragmentos de desejos
Reflexos nas janelas da alma
Poeira das asas da grande mariposa
Atraída pela luz da vela solitária
Que revela a trilha única para o fim da escuridão
Trazendo redenção aos que deles compartilharão

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Sorry Sorry Sorry

Queria que as coisas fossem mais fáceis
Que me mostrassem a verdadeira face
Gostaria de compreender o mundo como um todo
E responder tudo o que esperam de um tolo, como eu

Ah, se soubesses como me sinto
Enjaulado em uma caixa de acrílico
Com um destino simples "to Madagascar"
A besta rara deve voltar pro seu habitat solitário

Só esqueceram de um detalhe.
Beware it's fragile.

Worthless

Guiado pelo sentimento
Delimitado pelo tempo
Duvidando de cada momento
Em que passo a pensar

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Forgotten

A cada dois minutos eu olho para ver se voce está ali
Será que já chegou? Será que me abandonou?
A cada dois minutos eu olho para ter a certeza que fui jogado, aqui

Eu poderia muito bem ser seu príncipe encantado
Certamente poderia
O único problema é o orgulho do bastardo
Qualidade que um príncipe invejaria

Eu gostaria de passar o dia ao seu lado
Sorvendo o sorriso dos teus lábios
Mas isso não aconteceria, sou um desajustado

A cada dois minutos eu olho para ver se voce está ali
Será que me esqueceu? Será que me deixou?
A cada dois minutos eu olho para ter a certeza que fui despejado, aqui

Eu sinceramente gostaria de ser seu príncipe encantado
Com toda a certeza eu queria
Mas ostendo a face cauterizada do desalmado
Sou só mais um desgraçado que:

A cada dois minutos olha para ver se voce está ali
Será que já chegou? Será que me abandonou?
A cada dois minutos eu olho para ter a certeza que fui esquecido, aqui

They say its over but doesn't feel like I'm fine, again

Arde,
A todo tempo
Drena meu ser,
Me livra de qualquer pensamento

Tomado por aquela dor
Pelo brilho da superfície negra
Pela leve curvatura de veludo
Pelas sensações dissimuladas

Co-dependência crônica
Balanceada com o descaso
O vazio é melhor que essa agonia
A espera eterna pela resposta que jamais virá

O prazer advindo de fontes hostis
A negação de conexão com o fato
Só traz mais sensação de subserviência
Alimenta aquilo que corrói

Acelera o processo de degeneração.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

É ruim mas é bom

Por vezes mostrar o indescritível
Transformar as linhas de compreensão
É desgastante.

Mostrar o que não se deve
Com o objetivo que não seja visto
É doloroso.

Confortantemente desconfortável
Mostrar sentimentos
Sem ser compreendido totalmente

WTF?!

Mancharei esse pedaço cibernético de papel com palavras indignas
Da pura dor a sociedade me impõe
Meu lado animal que por vezes pensei que fosse apenas sádico e destrutivo me prova que estou errado, denovo.
Mas, por ironia do destino me mostro incapaz de mostrar isso.

Aos brutos os prazeres da carne,
Ah... Como gostaria que isso fosse tudo,
A ignorância tomando conta do meu enigmatico e racional ser
E o puro terror animalesco encarnado no meu lado irracional

Os gritos não me tiram do estado da angustia
Sinto-me mal por ter feito algo a alguém
Isso é o que chamam de culpa?

Ando entre os caminhos de sangue e a escuridão inconstante
Sempre foi assim, o pária, o incompreendido.
Me tornei comum? Passível de compreensão?
O mostro em mim ruge indignado diante essas afirmações

Mas ele sabe que é a pura verdade
Quero voltar atras, para dizer, refazer, mostrar.
I want you to stay, and take the pain away
Please take me away

Só não quero perder o controle de novo
E estou me afastando, espero que um dia lhe encontre.