domingo, 17 de março de 2013

Ode à Mediocridade

Perdes teu tempo, gasta-o em bobagens,
Não tens o que contar, não vivestes de acordo,
Podias muito bem então explicar-me o grau de divergência,
O que torna uma atitude sustentável perante outra?

Deixe-me a sós, preciso pensar,
Mas sozinho, me encho de pesar,
Passam anos e nada muda,
Da natureza profana esta raça comunga,

Há um santo, São Arcade, que rege por nós,
Diante de sua visão, todos somos um só,
Deveras protetor, há de intervir quando o céu cair,
Ó padroeiro da comunidade, não deixe que no mundo haja disparidade,

Não vês que somos insetos,
Rebentos criados em massa com o mesmo intento,
Somos únicos em nossa inteligência,
Não há nada, no universo, que nos entenda.

Pois que tu me desculpes, não pretendi ofender,
De hoje em diante a ti, irei parecer,
E como massa com fermento, irei maturar,
Só esperes, não demoro, já irei lhe alcançar,

Que deixe marcado, que neste momento à mediocridade vou me juntar,
Seremos um só e assim, logo conseguirei meu lugar.

sábado, 2 de março de 2013

The Mill Wheel

Preso nesse ciclo vicioso de dor,
Procurando por uma maneira de sair,
E nos olhos o que resta é a loucura...

Sem piedade,
Não existe mais nada...
Tudo que você precisa está longe,
Não existe mais nada...

Perseguindo ideais abstratos,
Obedecendo a maioria, a fim de se encaixar,
E no seu coração, apenas o amor mal-compreendido...

Sem motivação,
Não existe mais nada...
Você não tem ninguém,
Não existe mais nada...

Observando a decadência,
Percebendo a ilusão implícita no ambiente,
E no seu corpo impera a disciplina...

Sem descanso,
Não existe mais nada...
Todos os seus esforços são em vão,
Não existe mais nada...

Não há um lar,
Não existe por quem continuar,
O reflexo no espelho é fosco...
E nos olhos só se vê loucura,

Não existe mais nada...
Não existe mais nada...
Não existe mais nada.