quarta-feira, 23 de maio de 2012

Anya, ne menj el...

Só queria saber chorar...
Expôr minhas mágoas da maneira certa,
Mas tenho os olhos muito ocupados no que está por vir,
Eu corro e não chego a lugar algum,
Espero que esteja sendo entendido porque nem mesmo eu compreendo,
Sorrir e continuar por aí,
Rindo do que não gosto e procurando aconchego no que quero,
Nada é tão simples, a vida não é um jogo,
E eu me pego fazendo planos pra algo incerto
Que decadência! Queria saber viver como um dia ela soube
Queria partilhar o que se passa em meu interior

E é tanta coisa...
Informação demais e sentidos de menos,
Aguardar já não é mais problema,
Pelo menos eu tento fazer com que não seja,
De que adianta olhar para trás se o que importa está bem na minha frente?

Perder faz parte de conquistar...
Será que é isso mesmo que eu quero?
Conquistar o mundo e perder meu interior no processo?
A vida é frágil, tão frágil que é levada pelo passar dos dias...
Já pensei demais sobre esse assunto, tudo vai e o amor fica,
Adianta ficar o amor quando tudo o que eu conheci, minha base, se vai?
Ironicamente é o que me espera, uma solidão ainda maior do que eu tenho hoje,
Uma solidão acompanhada pelo amor e boas lembranças.

domingo, 20 de maio de 2012

Bounded

Pode ser que tenha sido bom, mas hoje eu não sinto mais nada
Veja bem, nada disso deveria ter acontecido,
E hoje eu continuo não podendo contar com ninguém,
Então por favor, me deixe ir... Juro que não sinto mais nada...

Juro que minha solidão não incomoda,
Que estar sempre no escuro não é problema,
Me deixe dançar essa música,
Sentir as batidas nos ossos...

Porque eu já não sinto mais nada...
Nada.

domingo, 13 de maio de 2012

Más escolhas

O tempo mal empregado é um grande problema,
Gasto com coisas inúteis,
Que não adicionam e fecham portas,

Espero aprender com meus erros,
Mas pelo que vejo tenho muito para aprender,
E pouco para ajudar,

E menos ainda para me apegar.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Específico

Desisti de tentar, antes mesmo de começar,
Porque eu não sou o cara mais apropriado,
Minha paciência é bem curta e minha boa vontade mais ainda,
Não espere ouvir de mim coisas fofas,
Esteja sempre pronta para se magoar,
Mas se um dia eu te tratar bem,
Se um dia eu me importar,
Não banalize, pois,
Vivo num mundo intenso,
Onde meio termo é inexistente,
O mundo dos sonhos, dos instintos,
Me dôo aos que me cativam e não me interesso pelo resto.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Carência racional?

Sem motivo especial eu reparo em você,
Como um dia pude ver seus lábios e pensar aquilo?
Se eu olhasse seus olhos direito aquela época eu teria feito diferente...

Mas nem tudo é como deveria ser,
Ou é como necessáriamente deve ser,
Depende do ponto de vista,
Do referêncial,

Será que eu vou conseguir o que quero?
E, eu quero mesmo?
O que está feito acabou,
E o que há por vir?

Não sei o que faria se te visse nos braços de alguém,
Visto que eu mesmo não mereço estar com você,
Um dia mereci? Merecerei?
E se mesmo que eu possa, o farei?

Só sei que nada sei e as marés inexoráveis do tempo transformam tudo,
Vagarosamente e com esmero tudo se dobra ao relógio,
Um dia seremos pó...
Num futuro distante, mas e o amanhã? O que nos reserva?

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sorrow

O que eu fui se destaca cada vez mais,
Minhas escolhas erradas, muitas vezes impulsionadas pelo pesar,
Se mostram cada vez mais gritantes diante de mim,
As faces de outrora que me traziam alegria hoje apenas me entediam,
O amor que senti já acabou, isso se um dia existiu,
Agora me sinto uma casca oca, destituída daquilo que a enxia,
Me deixo tomar pelo instinto, pois ele é o único que resta,
A última companhia para o caminhante solitário que vos fala...

terça-feira, 1 de maio de 2012

Indiferente

Mesmo que esteja acompanhado,
Por aqueles que um dia senti no peito...

Me sinto só,
Longe do que fui,
Distante do perfeito...
Nem água, nem óleo...

A deriva no tempo,
Como tem de ser...
A espera de uma melhora,
Que nunca chegarei a ver.

Contento-me com o presente,
Com a indiferença quente do meu pesar.