domingo, 11 de dezembro de 2011

Redirecionar

Mudar o foco, escolher melhor
Trazer a vida a algum lugar
Fazer a máquina funcionar

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Suavidade

Dias vazios, onde deixo estar
Mal-compreendido por quem podia amar
Vida inútil, por vezes fútil
Nessa terra, nesse bar
Seco e sóbrio
Sem saber o que esperar

Vagando nessa solidão
Amigos vem e vão
Saudade fica, e o que mais irmão?
Fazer o que, se eu podia viver
Se tudo o que eu queria podia acontecer?
Se houvesse motivo, agora eu digo...

Deixe estar,
Não compreenda apenas entenda
O mundo é feito de quem pôde amar

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Deitado, no infinito.

Estou te esperando, como sempre
Venha comigo criança
Aqui no vazio ninguem vai te deixar sozinha
Largue logo sua humanidade, vire minha lembrança

Deixe-me te consumir
No escuro ninguém vê
Estaremos nós dois, e sozinho eu vou ficar
Por que no final, não importa quem seja

Vai sucumbir à mim e fazer parte da minha carne
E no vazio eu vou estar
Esperando você, como sempre
Pra minha fome saciar

E?

O que eu daria para apagar coisas inúteis da minha estória?
Deletar o mocinho, hipócrita maldito
Estuprar o vilão
Fazer dela uma página em branco.

O papel manchado perde todo seu significado
Quando se dá foco em algo as possibilidades se limitam
O foco da vida é a morte, o que se pode fazer contra isso?
Tudo é passageiro, nada é eterno, sua vida é um desperdício
Não é lindo?

Quando se olha pra escuridão a escuridão olha de volta pra você
A luz não extingue o escuro, eles coexistem
Mas a luz passa, o escuro continua...
Eternamente? O vazio é o tudo?

Insensatez, mundo insano ridículo
Essa merda me enoja
Pra cada passo que eu dou no fim das contas serve pra dar a volta num maldito poste
Que nas horas que eu mais preciso tá apagado

Hábito a porra da escuridão e aí?
A vela é o caramba, eu vo te trazer pra cá também
Eu sou a onisciência, tudo é ignorância
Faça como quiser, sua realidade é limitada

Sua corda de segurança não deve ser confiada a ninguém,
Não existe segurança, você vive pra morte e isso é o fim
Não deve-se resguardar, nem ligar
Trilhe a escuridão sozinho, companheiros trazem problemas

É assim sim, ninguém te ama, Deus não existe
Sua carne vai alimentar outro ser e o ciclo vai recomeçar
Destruir, negatividade, ego, no fim a maldade é o mundo
Gaia não é uma entidade boa ela ri de nós enquanto andamos em cima dela

sábado, 3 de dezembro de 2011

Né?

O frio queima
O calor renova
A inércia estraga
O movimento transforma

Das cinzas, o renascimento
Do desespero, o alento
Do ódio, o amor
Do gelo, o calor

A dor e o crescimento andam lado a lado de mãos dadas.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Desenhar

Me deixe sonhar
Vagar entre pensamentos e emoções
Viajar no momento, parar todo o movimento
Criar e destruir pelo amor ao lírico

Me deixe amar
Sonhar a realidade de um modo belo
Fazer desse instante eterno
Amanhecer entre as árvores e o sol amarelo

Fazer, sentir, mudar
Colorir o agora com devaneios
Mostrar a todos o que eu anseio
Dividir meu coração com você

E por fim,
Viver feliz, num mundo paralelo
Onde vontades se concretizam
E nunca me sinto só.