A tortura me seduz
Não há nada mais estimulante que uma cruz
Desalmado carrasco entre gritos sem alento
Lamentávelmente perdidos ao vento
Que a insanidade chegue a seu tempo
Prendendo entre grilhões o pomposo pensamento
Nada há de mais belo que um corpo empalado
Quão orgástica semelhança entre uma rosa em seu sofrimento
Lágrimas de dor derramam em meio a tal tormento
Nada há de mais músical que urros ao sereno
Ah, glorioso desalento
Oh, indomável sofrimento
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