Séra que a minha existência é fadada a isso?
Sempre sendo perturbado pela presença alheia em momentos só meus, ou nossos,
Ser obrigado a carregar o peso morto enquanto caminho em uma estrada de navalhas?
É isso que mereço?
Sempre estar mal, mesmo quando tudo que eu deveria sentir é alegria?
Eu tenho ódio do momento em que vim, ódio do sangue grosso e impuro que corre nas minhas veias
E o que mais? Que diabos posso fazer contra isso?
Fui apontado quando surgi, atado a correntes inquebráveis que me tragam pra esse destino
Para essa emoção inexorável que se estende cobrindo cada parte do meu ser, exceto por você
Se eu sou coroado pela semelhança
A única coisa que eu herdo é o pesar de carregar tudo isso
Pela obrigação de suprir o que me é querido e abaixar a cabeça, escondendo minhas vontades,
Para o peso morto.
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