Loucura indistinta,
Vivo em meio a este frenesi de cores, credos, paixões,
Voyeur e suas janelas,
Mil e um rostos e uma única voz.
Como uma tartaruga dentro de sua concha,
Desabrochando feito rosa no verão,
O amor se desloca por meio dessa ilusão,
Dilacerando a grande massa de autopiedade...
Faço como fiz e como sempre seguirei a fazer,
Mostro meus dentes e emborco um beijo;
Bebo do calice doce-amargo,
Não entendo o que se passa entre estes lindos olhos embargados.
Se sou sol ou sou chuva,
A vida continua sendo apenas uma,
De versos tristes e sorrisos rápidos,
A acenos amargos e beijos demorados.
O monstro enfim se despede,
Desejando alegria e liberdade a todos aqueles que o seguem.
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