Sinto o leve toque das cicatrizes sem-fim,
Recentes e antigas se misturam nessa atmosfera ofuscante,
Pequenos ciscos no assoalho, o leve cheiro de mofo dos armários antigos,
A terra molhada...
Seu sorriso, minhas gargalhadas,
O som da música embaixo do pé de amora,
Todo o tempo que eu joguei fora...
O medo da chuva, o sapato ensopado,
Palavras correndo iluminadas pelo céu nublado.
Amores perdidos, o cheiro do rum,
O amanhecer daquela páscoa de 2001...
Anos que passaram, sem perceber,
Que ainda se mostram presentes, dentro do meu ser...
Simples e complicado, é como me vejo,
Maior do que aparento, menor do que desejo,
Por tudo que já passei, tudo que conheci,
Carrego em minhas costas, aquilo que vivi.
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