Estações passam sem que haja mudança,
Todo esse tempo, tantas lembranças,
Coisas mudam mas continuam as mesmas,
Sempre as mesmas...
Somos o fruto do passado,
Destinados a perecer um a um,
Do nada eu vim, o nada eu trilhei e pro nada eu irei,
Tudo continuará igual...
Não existe fim do que não teve começo,
A luz não se mantém sem a escuridão,
Não há lágrimas onde nunca ouve um sorriso,
O tempo e o espaço são tudo que restam,
Mas será que existem?
A certeza é a única dúvida que importa,
Como saber que sei que nada sei?!
Não existe muito aqui dentro,
Aposto que nunca existiu...
O futuro é algo incerto,
Tal como o passado que sumiu...
Não posso dizer sobre o clima
Não há nada a se contar,
Liberdade, vida, amor, doutrina,
Tão pouco a se falar,
Meu cálice se enxe e continua vazio.
Meu coração se esquenta e continua frio.
Tudo degrada sem nem mesmo maturar.
Não existe nada, nada mesmo, a expressar.
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