O que é que estou fazendo?
Será que meus passos estão certos? Milimétricamente centralizados com o meu desejo?
Várias vezes me peguei dizendo coisas pro vento que não diria a mais ninguém...
Por não ter a quem dizer.
Passa o tempo e a cada momento o vento leva o que eu sinto que deveria fazer...
Passa o dia, roda o mundo e em um segundo não estou aqui...
Faz do vento meu desejo de encontrar o porque...
O porque do porque que quero saber o porque...
Pra que saber? É inutil ter consiência...
Não penso que o saber um dia vai me curar,
Já nasci assim, quebrado; e estou muito bem, obrigado, não precisa se preocupar.
Vou morrer aos poucos e só quero fazer um pouco do que preciso pra não chorar...
Desgastar cada centímetro, polir cada fio e aresta que posso ver...
Não sou nada sem isso, escravo da fragmentação...
E sim, me sinto cansado de passar o meu tempo pra perder tudo no fim
Por não ter a certeza de nada...
Mas porque será que isso me afeta tanto?
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