Perdes teu tempo, gasta-o em bobagens,
Não tens o que contar, não vivestes de acordo,
Podias muito bem então explicar-me o grau de divergência,
O que torna uma atitude sustentável perante outra?
Deixe-me a sós, preciso pensar,
Mas sozinho, me encho de pesar,
Passam anos e nada muda,
Da natureza profana esta raça comunga,
Há um santo, São Arcade, que rege por nós,
Diante de sua visão, todos somos um só,
Deveras protetor, há de intervir quando o céu cair,
Ó padroeiro da comunidade, não deixe que no mundo haja disparidade,
Não vês que somos insetos,
Rebentos criados em massa com o mesmo intento,
Somos únicos em nossa inteligência,
Não há nada, no universo, que nos entenda.
Pois que tu me desculpes, não pretendi ofender,
De hoje em diante a ti, irei parecer,
E como massa com fermento, irei maturar,
Só esperes, não demoro, já irei lhe alcançar,
Que deixe marcado, que neste momento à mediocridade vou me juntar,
Seremos um só e assim, logo conseguirei meu lugar.
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