Os dias passam e não deixam nada demais,
Cada problema resolvido cede lugar a outro mais difícil,
Os suspiros e bocejos são cada vez mais frequentes,
Sorrisos, só se forem de escárnio,
Eu não existo mais, sou tragado pelo fluxo,
Finalmente achei meu lugar na plateia sem rosto, a massa.
E por incrível que pareça não me sinto mal com isso,
Não me sinto bem, não sinto...
Não tenho por que.
Estou onde deveria estar, fazendo minhas obrigações, sem esperança de mudança
E por onde espreito enxergo olhos vazios...
Sinto que meus sonhos, cada vez mais escassos,
São mais reais do que o tempo em que passo desperto
Talvez seja isso o que chamam de apatia,
Não o que pensei que fosse...
Não vem de fora, e sim de mim,
Eu estou completo, mas não quer dizer que esteja cheio,
E isso, de certa forma não é ruim,
Nada é ruim por completo.
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